A formação
na Igreja,
é uma exigência urgente e indiscutível. Alguém pode dizer: “mas que
descoberta, heim? Todo mundo sabe disso, e a Igreja o faz”. Pode ser, que sim,
pode ser que nem tanto... Contudo, tenho a coragem de insistir e defender esta
afirmação, que exatamente, o que falta mais na Igreja é a formação. Isto
debilita a Igreja e a reduz ao nível de uma das organizações, no melhor caso -
não-governamentais...
Sim, continua-se
fazendo na Igreja (na maciça maioria das Comunidades) uma “catequese”, que na
verdade é um fingimento do ensino, pois consiste em repassar certa
porção de informações sobre Deus e sobre a doutrina cristã. O ensino, sugere
que está se ensinando, neste caso: de ser um cristão. Omitindo a qualidade e a
pedagogia deste “ensino”, quero dizer, que a
informação ainda não é a formação. E o que a Igreja necessita é a formação.
Está
passando da hora de compreender, que Igreja precisa fazer uma revisão
profunda de todo seu processo de formação cristã, começando pela preparação
para os Sacramentos da Iniciação, na qual não deve parar. É preciso levar em
consideração todas as dimensões da pessoa: a dimensão humana, cristã e social. Formar,
significa “fazer”, a partir da forma. E a forma é Jesus, o Cristo de Deus!
Um cristão, em
processo de formação, que deve ser contínua, precisa querer,
independentemente se conseguir ou não, assemelhar-se a Jesus Cristo, em
Sua relação com o Pai, com as pessoas ao seu redor, e com as coisas materiais.
A formação é
uma condição de fidelidade, livre e criativa, a Deus verdadeiro. Dela depende o
presente e o futuro da vida da Igreja. Não formando, como Jesus o fazia e como
ordenou (“Ide, pois, e fazei discípulos meus todos os povos...”, Mt 28,19), estamos sabotando ou
participando da sabotagem da Igreja, fazendo dela uma caricatura do Corpo
Místico de Cristo.
Faça a sua parte, se puder...
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